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Beatriz Braga Moura |

Robôs, aranhas e o futuro da impressão 3D

O crescimento da população de aranhas nos laboratórios da Siemens Corporate Technology no campus de Princeton, Nova Jersey, seria o suficiente para soarem os alarmes. Felizmente, hoje, o fenômeno não oferece risco e pode estar trazendo o futuro dos meios de produção de estruturas complexas em larga escala.

 

Livio Dalloro, que lidera o time de Design de Produto, Modelagem e Pesquisa de Simulação no Campo de Tecnologia de Automação da Siemens Corporate Technology, é uma das pessoas que mais entende o papel desse novo grupo de aracnídeos. Com a Siemens, Dalloro vem trabalhando na concepção das Siemens Spiders. Também conhecidos como SiSpis, os “robôs aranha” foram criados para trabalharem de forma colaborativa em processos de fabricação mais complexos, como chassis de carros, cascos de navios e fuselagens de aviões. A ideia seria fazer com que as pequenas operárias, equipadas com impressoras 3D em suas pernas, pudessem trazer a precisão cirúrgica necessária para a otimização dessas demandas.

 

Ensinando o trabalho em equipe

 

É claro que um trabalho como “imprimir” o casco de um navio requer uma precisão técnica gigantesca. Uma tarefa que exige um número inimaginável desses aracnídeos especiais para ser feita. Para Hasan Sinan Bank, outro especialista envolvido no projeto, a solução para que os robôs consigam trabalhar em conjunto já não é tão distante. Um processo baseado em algoritmos vem sendo testado para viabilizar o planejamento de tarefas múltiplas, permitindo que os dispositivos sejam orientados a se concentrarem em um único objeto ou área específica.

 

Para alcançar esse nível de precisão e autonomia os robôs serão equipados com câmeras e um scanner a laser que facilita a identificação do ambiente. Uma vez que entendem o alcance de seus braços equipados com impressoras 3D, eles se dividem e trabalham em áreas específicas paralelamente.

 

A autonomia é um ponto central no controle do comportamento das aranhas da Siemens. Elas conseguem até mesmo identificar quando suas baterias estão próximas do fim e traçar o caminho de volta à central de carga, mas não sem antes transferirem seus dados para um próximo robô que continuará a operação exatamente do ponto onde seu antecessor encerrou.

 

 

Um projeto 100% Siemens

 

Fora estruturas como mini motores e cabos, que não fazem parte do catálogo da empresa, toda a estrutura das máquinas foi feita pela Siemens: da parte mecânica ao software. Exatamente como nos projetos de fabricação aditiva, cada componente criado virtualmente era automaticamente produzido em 3D.

 

As SpiderBots já estão cada vez mais próximas de abrirem as portas para o futuro dessas novas cadeias de produção. Elas foram oficialmente apresentadas no Siemens Innovation Day de 2017 no Estados Unidos e você pode conhecê-las no vídeo abaixo.

https://twitter.com/SiemensUSA/status/846464590456205312

 

 

 

 

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